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Dengue matou 34 pessoas em MT no ano passado, segundo balanço da SES
Fonte: G1
Em 2012, o estado registrou um total de 21 óbitos em decorrência da doença. Este total chegou a 34 em 2013, mas outros três casos ainda devem ser investigados. Enquanto isso, o número total de notificações cresceu apenas 1,3%, pulando de 43.907 casos de 2012 para 44.748 em 2013.
E, se o número de mortes por dengue confirmadas no estado aumentou de maneira expressiva enquanto o total de notificações da doença manteve-se estável, a situação demonstra que a gravidade dos casos se intensificou. Para o coordenador da vigilância epidemiológica do estado, Sandro Luiz Netto, o aumento da mortalidade decorrente da doença é reflexo de pelo menos dois fatores aliados: falhas nos serviços de saúde e a reintrodução do sorotipo 4 do vírus da dengue no estado.
Mortalidade
Segundo o coordenador, a elevação da mortalidade num cenário em que o total de notificações não cresceu tanto demonstra que os pacientes tiveram dificuldades em ser atendidos ou só receberam atendimento quando a doença já havia evoluído de maneira significativa. “A vida da pessoa é salva no início da doença”, enfatizou o coordenador.
Ele também lembrou que houve registros de casos provocados pelo sorotipo 4, que havia deixado de circular no estado, o que afetou muitos pacientes sem a devida resistência.
Sobre a continuidade da epidemia no estado, Netto também lembra que a proliferação continua também por conta da dificuldade de conscientização da população. “Apesar de todo mundo saber a forma de combater, nem sempre o trabalho é feito”, explicou o coordenador ao comentar os números, mencionando também a dificuldade que os agentes municipais enfrentam nas cidades para atuar no controle do mosquito vetor, o Aedes aegypti.
De acordo com o balanço divulgado pela SES, o município que mais registrou mortes em decorrência da dengue durante 2013 foi Sinop, a 503 km de Cuiabá. O município, que também tem registrado nos últimos anos números expressivos de notificações da dengue, teve cinco casos confirmados de morte pela doença.
Netto explica que pelo menos dois fatores favorecem a proliferação da dengue em Sinop: suas características climáticas - a cidade se situa numa região mais úmida que Cuiabá, por exemplo, que contabilizou duas mortes pela doença no ano - e o tamanho da população – mais de 123 mil pessoas, porte que já representa dificuldades para ações preventivas.
Segundo o coordenador, o plano de contingência da SES para atuar contra a epidemia foi revisado para este ano, com foco na atenção básica, até devido a uma preocupação com o ano de 2014. O ano da Copa deverá contar com uma movimentação de pessoas atípica no estado, favorecendo a reintrodução de sorotipos do vírus da dengue, o que preocupa as autoridades sanitárias.
“O ano da Copa é um ano crítico para o combate à dengue”, resumiu Netto.
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